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Categoria : Branding

O que é arquitetura de marca e como isso impacta o seu negócio?

O conceito de arquitetura de marcas é muito importante na atualidade, já que os negócios frequentemente se baseiam em complexas estruturas, envolvendo marcas segmentadas e linhas de produtos ou serviços.

Atualmente, para se destacar no mercado, as empresas montam um portfólio de produtos, que varia conforme o branding e a arquitetura de marca. 

É válido lembrar que uma empresa pode vender produtos para diferentes públicos. Entretanto, o oferecimento deve estar estruturado sob o mesmo nome, de alguma forma.

A arquitetura de marcas funciona como uma hierarquia de marcas dentro de uma única empresa, organizando os produtos ou serviços com consistência e identidade visual, para que o sistema funcione.

Este sistema organiza marcas, produtos e serviços e por isso é bastante útil ao público, ajudando principalmente na identificação no momento das compras. 

A consistência e ordem visual ou verbal, separando ou unindo os elementos, podem ser fundamentais para o crescimento das empresas de maneira eficiente.

O que é arquitetura de marca?

O conceito de arquitetura de marca se refere essencialmente à maneira como uma empresa escolhe organizar o seu portfólio de marcas. Ele tem o objetivo de otimizar dois grandes movimentos de expansão que são fundamentais para o sucesso de uma marca.

A expansão horizontal é quando uma empresa passa a assinar novos produtos e conceitos. Para exemplificar, basta imaginar um empreendimento focado na confecção de uniformes personalizados para empresas que passa a produzir também uniformes escolares. 

Já a expansão vertical ocorre quando uma marca é promovida com o aval de outras. Seria o caso da empresa que, ao invés de produzir uniformes de trabalho e escolares, muda de segmento e investe mais significativamente em um novo negócio.

A arquitetura de marcas está baseada principalmente em dois pilares, o primeiro é a proposição de estratégias para a criação de um portfólio coeso, com boa troca entre as forças e expansões consistentes das marcas com o passar do tempo.

O segundo é o planejamento de critérios para a organização do currículo da empresa. Para isso, é preciso ter em mente que a identidade visual é fundamental, demandando bastante estudo e dedicação. 

Desse modo, elas devem ser adequadas para garantir o fortalecimento das marcas e da empresa, independentemente da estrutura escolhida.

Estrutura de marcas

A estrutura de marcas pode ser dividida em quatro níveis, consolidados pelo processo de evolução de mercado. São eles: corporação, empresas ou áreas, linhas e produto ou serviço.

À partir disso, é possível observar a ocorrência de três modelos principais de arquitetura de marcas, o modelo de independência, modelo de paternidade e modelo monolítico.

Modelo de Independência

No modelo de Independência, a principal característica é que as marcas não têm nenhuma semelhança entre si. 

Basta imaginar uma empresa que possua marcas de painel de led outdoor e outros tipos de produtos, como alimentos ou de brinquedos.

Nesse modelo cada marca “tem vida própria”, as atividades são separadas e exclusivas, sem nenhuma interação entre produtos e unidades de negócios.

As marcas podem ter até públicos distintos. Nesses casos, elas costumam ser controladas por holdings e não ter nenhuma semelhança.

Geralmente, esse modelo demanda um investimento elevado para diluir o budget disponível, justamente porque as marcas não têm relação. Isso pode levar a um resultado menor, de maneira geral e independente.

Outro fator a se considerar é que uma loja de porcelanato que siga esse modelo em seus produtos terá mais despesas nos lançamentos de novas linhas. 

Uma vantagem é que se uma marca se envolver em um escândalo ou problema, as outras não sofrem prejuízos com a imagem associada.

Modelo de Paternidade

Nesse modelo as empresas carregam alguma semelhança com a empresa, ou a “marca guarda-chuva”, como pode ser chamada. 

Em outras palavras, cada produto ou empresa que pertence a determinado grupo terá a assinatura da marca principal.

O modelo também pode ser chamado de “endossado”, porque as submarcas se conectam a uma grande marca corporativa por meio de um endosso, que pode ser visual ou até verbal. A marca guarda-chuva está sempre acima das outras.

No caso de empresas de manutenção de elevadores, por exemplo, a marca corporativa pode se fazer presente em todos os produtos, novos ou já existentes, embora o grau de adesão varie bastante.

Modelo Monolítico

O Modelo Monolítico é o inverso do Modelo de Independência. Nele, a arquitetura das marcas é planejada de forma que todas elas tenham elementos da marca-mãe.

A principal característica deste modelo é a repetição constante dos elementos visuais da marca da empresa, em todos os seus produtos, criando uma marca principal, forte e única. 

De uma maneira geral, em uma empresa de aluguel de artigos para festas, por exemplo, os serviços oferecidos podem se diferenciar por ter apenas uma denominação diferente, como a locação de mesa para festa, de cadeira, de sofás e outros tipos de móveis.

Em outras palavras, é um modelo que universaliza a marca da empresa, aplicando-a em qualquer produto ou serviço a ser implantado, com os mesmos sinais e identificações. 

Uma das vantagens disso é que o modelo potencializa os esforços em comunicação, pois a divulgação de qualquer produto da empresa ativa o reconhecimento de todas as outras marcas, que possuem semelhanças na identidade visual.

Nenhuma das opções é exclusivamente boa ou ruim, melhor ou pior, variando de acordo com as características especiais das empresas e seus nichos de atuação. 

Além disso, essas classificações podem ser consideradas primárias, com possibilidade de aplicação de arquitetura de marca mista, com a mistura dos modelos, de acordo com as necessidades de cada empreendimento.

O posicionamento estratégico e a cultura corporativa também são importantes definidores para a arquitetura de marcas.

Por isso, é importante contratar profissionais ou até mesmo equipes especializadas para consultoria durante os processos de definição das marcas. 

Em um empreendimento especializado em quiosque para shopping, por exemplo, eles podem ajudar na busca pelo modelo mais adequado, com uma análise do portfólio da empresa, dos modelos possíveis, de empresas referência.

Assim, são escolhidas as melhores alternativas para o branding das marcas, de uma maneira que elas sejam construídas com força, criando conexão com os consumidores.

Qual é a relação entre arquitetura de marca e branding?

A arquitetura de marcas está diretamente ligada à própria construção do branding. A marca (ou brand) é um conjunto de elementos que têm a função de ajudar os consumidores na identificação de determinados produtos ou empresas.

Para exemplificar, basta imaginar uma especializada na montagem de stand para eventos. Ela pode investir em uma identidade visual própria, incluindo nome, cor e até som. Isso é feito de forma a moldar uma identidade corporativa que expresse a personalidade da marca.

Os esforços de criar e comunicar uma identidade para um produto, serviço ou organização são o primeiro passo para o branding. 

O branding é a gestão de marcas, um processo que envolve criação e gestão de uma estrutura para uma marca e por isso está diretamente relacionado à arquitetura de marcas.

Qual é o impacto da arquitetura de marca para um negócio?

É comum que os empreendedores, especialmente de negócios de pequeno porte, se perguntem a importância de aplicar o conceito de arquitetura de marca. Ao contrário do que se imagina, ele não é apenas para grande corporações.

Mesmo os pequenos empresários podem se beneficiar quando aplicam a arquitetura de marcas à uma empresa de venda e instalação de ar condicionado, por exemplo.

Até porque, desta forma, elas conseguem organizar melhor suas ofertas e sentir melhorias no desempenho.

Independentemente do tamanho da empresa, a arquitetura de marcas pode ajudar a:

  • Segmentar serviços e mensagens para públicos distintos;
  • Melhorar o atendimento dos diferentes públicos-alvos de uma empresa;
  • Reduzir significativa nos custos de marketing, com maior eficiência;
  • Aumentar oportunidades de promoção cruzada entre submarcas;
  • Articular claramente nomes de submarcas e mensagens para clientes;
  • Flexibilizar para expansões futuras de produtos e serviços;
  • Reforçar a confiança do público na empresa;
  • Dar mais clareza e sinergia entre empresas, divisões e produtos;
  • Conscientizar o cliente sobre ofertas, facilitando vendas cruzadas;
  • Diversificar negócios, aumentar a visibilidade e lucratividade;
  • Construir e proteger o patrimônio das marcas.

Pode-se dizer que o resultado de uma arquitetura de marcas bem aplicada é um bem valioso para qualquer empresa, o brand equity. 

Com o crescimento da equidade da marca, a empresa consegue retornos em função da autoridade da indústria e da avaliação do mercado.

Pode não ser fácil conseguir uma arquitetura de marcas sólida e eficiente, mas com certeza é bastante recompensador para as empresas dos mais variados segmentos de atuação.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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Nomenclaturas do design para leigos

Preciso de um logotipo ou de branding? Ou será uma identidade visual?

Quando você inicia uma empresa, chega no momento de pensar na comunicação do seu negócio ou serviço e contratar um designer. Agora, como saber qual profissional contratar para fazer sua marca e como comunicar ao seu escolhido a sua ideia?

Pela minha experiência de 19 anos como profissional da comunicação, os clientes não fazem ideia de como fazer isso. Pensam que só precisam de um logotipo, chegam com uma ideia de nome feito em família ou entre amigos, sem se preocuparem com o aspecto legal ou como vão aplicar esta marca para que tenha uma imagem de marca consistente e não só um logo flutuante.

Então vou solucionar as dúvidas mais comuns deste início.

Para começar, très important, pense aonde a sua marca estará em 5 anos, se tudo correr como você espera. E saiba qual o seu propósito ao criar a sua empresa, qual o problema do mundo, país, bairro que você está resolvendo com este negócio, produto ou serviço.

 

Nome do seu negócio

Criar um nome hoje é algo difícil mesmo, virou até disciplina: se chama Naming (explico um pouco mais neste artigo).

É preciso saber se este nome escolhido está disponível nas redes sociais importantes para o seu negócio, se está competindo no Google com alguma outra grande empresa de outra área (que vai investir muito mais que você em marketing digital e vai tomar toda a 1ª página de resultados da busca), se está livre para o registro no INPI, se não faz parte dos nomes proibidos para este registro. Além disso, tem os nomes descritivos (Banco do Brasil), simbólicos (Animale) e imaginários (Hopi Hari), como saber qual o melhor para o seu público?

Se você quer ter uma marca durável, invista no profissional de Naming e no registro da marca com um escritório de registro, pois o logo pode precisar de atualização, mas o nome tem que durar para sempre, se possível. Dê o valor necessário ao nome do seu negócio!

Dica valiosa: com o nome (ou até com os 3 finalistas) na mão, registre seu endereço online, antes que outra pessoa o faça, no registro.br (R$ 40) e também as redes sociais que achar importante. Se ele for um .com, corra logo no register.com, porque o mundo inteiro quer este domínio.

 

Logotipo, logomarca ou identidade visual?

Logotipo ou logomarca é a mesma coisa: o conjunto de símbolo e texto, ou tipografia específica e texto, que compõem a sua marca, sem o slogan. O slogan está na família do Naming acima.

Logotipo e Registro de marca Identidade Visual é o conjunto das formas, cores e tipografia que vão apoiar seu logo e fortalecer a sua marca.

Por exemplo, o McDonald’s usa o vermelho e o amarelo na sua comunicação, sinalização e mobiliário para se diferenciar; a Coca usa o vermelho, a forma da garrafa (que é inclusive registrada como marca tridimensional) e a onda; a Oi tem uma família tipográfica criada  para os seus títulos, a Orator OI, usada sempre em caixa alta.

É melhor que seja criada pelo mesmo profissional que criou a marca, para que seja mais consistente com a ideia inicial. Aliás, melhor ainda se for criada pelo mesmo profissional (ou agência) de branding, que criou o nome e o logo, porque o conceito não vai precisar ser passado para outro profissional, afinal já nasceu com ele diretamente envolvido. Ou então, importante entender bem o processo e passar para o novo profissional.

 

O que eu preciso para começar?

Quando você tiver a sua marca criada, nome e logo, você vai começar a trocar emails e encontrar pessoas. Você vai precisar da assinatura de emails com o texto em html, não em imagem, para que possa ser copiado ou clicado e se adapte aos tamanhos de telas. Uma assinatura de email feita em imagem (jpg ou png ou gif) na horizontal, por exemplo, pode ficar ilegível no celular.

A sua identidade visual pode servir neste momento.

Você vai precisar criar o contato do email antes, claro. Isso você vai resolver com o seu host, que é quem vai hospedar os seus dados. Pode ser o mesmo servidor do seu site, se você já tiver um, ou você pode ter só o email corporativo, se preferir começar sem o site, só usando suas redes sociais, por exemplo.

Eu gosto muito do GSuite, que funciona como o Gmail. Uso este mesmo tendo o servidor do meu site, acho que ele organiza melhor as mensagens que recebo e me alivia 99% do spam (usando este link e meu código promocional – H9RVHQVCWKDQFVW ou X7PM93AP3YFK4GQ – você recebe 20% de redução no 1º ano, por usuário, e eu ganho 15 doletas).

timaline's Business Card, by Gabriella TurbianiPara se encontrar com as pessoas, mesmo nos dias de hoje, onde os contatos estão no celular, é importante deixar um cartão de visita (ou alguma outra alternativa) para que a pessoa possa anotar mais tarde. Cada área com a sua criatividade possível: marcador de livro para um coach ou para uma editora, cartão postal para uma loja, talvez também para um fotógrafo. Você vai conversar com um possível parceiro, fornecedor, investidor? O cartão vai ser importante.

 

E online, o que eu faço?

Comece com as redes sociais: capa (o topo da sua página), imagem de perfil e uma base (template) para fazer suas postagens, que você só troque a imagem e/ou o texto, com uma marca d’água ou um grafismo com o logo. Você vai precisar de algum programa gráfico para montar a postagem, tem alguns online, o Canva, por exemplo. Tem alguns limites mas te dá uma independência para começar, enquanto não precisar de algo mais profissional e constante.

Instagram e/ou Pinterest para quem trabalha com a imagem (fotógrafos, artesãos, loja de roupa, artistas, grafiteiros, músicos etc), Facebook e/ou Google + para empresas, médicos, clínicas, lojas, profissionais autônomos, jornalistas, LinkedIn para empresas e profissionais autônomos ou contratados, Twitter para influenciadores, políticos, e outras mais específicas, para djs por exemplo. Muda muito e algumas são transversais, conforme a sua área de atuação.

A grande diferença entre ter um site ou usar uma rede social é que no site você controla as informações. Você direciona a leitura conforme quiser, conta a sua história, mostra seus produtos, tem a sua loja. Você direciona o leitor para as informações principais e depois para as secundárias. Na rede social é praticamente só o atual, sua história depende da vontade do seu público de ler até o final.

Eu sempre aconselho ter um site, nem que seja simples, de uma só página e para conter o endereço oficial das suas redes sociais.

 

Me falaram de um tal Manual de Marca…

O Manual de Marca serve para garantir que todos os fornecedores no futuro mantenham a sua comunicação consistente: o uso das cores, como funcionam os títulos e os textos, o tipo de imagem, como usar esta marca sobre os diferentes fundos, etc.

Aconselho fazer o manual quando a empresa crescer e a comunicação sair das mãos do criador desta empresa. No início, nem sempre é necessário e seu material vai crescer. Quando você for fazer newsletters, impressos, banners etc com fornecedores diferentes, aí é melhor ter o manual. Mas no início você vai ter estes primeiros materiais necessários feitos e pouco vai mexer no material gráfico.

 

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Obrigada pela leitura e você pode me achar aqui no LinkedIn, ou aqui no Facebook. Estou preparando aulas online de Naming, Propósito e Identidade Visual, mander um email para gabriella@turbiani.com para entrar na minha lista de futuros alunos, que entro em contato quando tudo estiver pronto.

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Como ter uma Marca que acompanhe o crescimento da sua empresa

Nos meus 19 anos de trabalho com imagem corporativa, tenho que dizer que certas marcas me doem ver.

Algumas não falam com o seu público, algumas são amadoras, mas as que mais me preocupam são as que não podem ser registradas ou que vão certamente impedir o crescimento natural da empresa. Vou dar alguns exemplos de cuidados com a marca aqui, começo com o Hortifruti hoje. Espero não ofender ninguém, o intuito é educar.

HORTIFRUTI

Uma empresa que cresceu tanto como ela, tem hoje um grande problema. Sua única opção é ser a maior rede de horti frutíferos do Brasil, porque sendo seu nome o nome comum para esse tipo de comércio, quando alguém diz “Vou ao hortifruti” nada garante que seja “Vou ao Hortifruti”. Imaginem o outro perguntando “Qual hortifruti?” e a sua resposta “No Hortifruti! Já falei!”– parece conversa de bêbado! Tudo depende da sua relação com a marca, se ela é inexistente, este será o hortifruti da esquina. Então o investimento em publicidade e em redes de lojas é essencial, não basta o boca-a-boca se não houver imagem de marca junto, a não ser que o branding seja do estilo extraordinário, tipo Coca-cola, que nasceu numa época imensamente menos competitiva.

registro de marca no INPI

Outro ponto desse case é o registro do nome. Numa busca rápida no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) sobre o nome Hortifruti, vejo 158 marcas com o nome Hortifruti de alguma maneira inserido. Isso acontece porque é o nome descritivo (aliás, mais descritivo impossível), que é simplesmente a descrição do serviço/produto da marca.

Um vendedor de tomates não pode chamar a sua empresa de Tomate, mas uma telefônica poderia.Essa marca só pode ter sido registrada porque foi feito um registro misto e não nominal [veja meu artigo sobre se Devemos registrar a marca]. Isto quer dizer que foi registrado o logotipo completo, que poderia ser o símbolo + o nome ou só o nome feito com uma tipografia claramente trabalhada para ser uma marca (como a Sony). O registro nominal, que protegeria o nome no caso de alguém querer usar este nome na sua marca no mesmo ramo de atuação (mesmo com um logo diferente), não é possível justamente por ser descritivo do serviço/produto. Um vendedor de tomates não pode chamar a sua empresa de Tomate, mas uma telefônica poderia. Então o que aparece no registro deles é :

INPI - cuidados ao registrar a marca

 

O que significa que qualquer um pode usar este nome e a única defesa deles é o logotipo, caso usem parecido. O que não protege nada, portanto ser o maior é a única opção. O melhor seria ter uma combinação de nomes, Hortifruti Nome ou Nome Hortifruti, assim o Nome seria o elemento principal e Hortifruti secundário, sendo o elemento principal o foco do registro, que o torna deferido ou não (mais de 20% são indeferidos e esta é uma das razões).

Com uma simples busca no Google, faça o teste usando Hortifruti Logo, encontramos uma página inteira de logos com o nome hortifruti, vemos o logo do Hortifruti no alto da página competindo com todos os outros, que transitam no mesmo universo de cores e elementos.
Logomarcas de hortifruti

logotipos de hortifrutis

Vejam estes acima. Quem não está familiarizado com a marca poderia se confundir facilmente, não é? Mesmos elementos, mesmas cores, mesmo nome praticamente. Como a maçã também é um elemento comum e não está estilizado de forma que não possa ser confundido com outra qualquer ilustração de maçã, nesse tipo de marca, ela só terá proteção com os elementos combinados e terá que ralar para conseguir ganhar uma ação judicial.

O melhor para ser original e garantir uma marca forte é começar com um bom nome. E um bom nome não é confundido. Quanto mais memorável, legível e fácil de reproduzir o som, melhor para você, que poderá gastar menos com publicidade e ganhará no boca-a-boca. Além disso, o nome descritivo tem muito menos chances de conseguir a URL (endereço na web) que quiser. O Hortifruti só conseguiu o .com.br porque iniciou as atividades online em 2001. Na falta de um exemplo na mesma área, mostro o resultado da mesma busca para um nome como o Hopi Hari, que teve um trabalho de Naming incrível, com linguagem própria inclusive. Vale ver o Brandbook deles!

Hopi Hari

Só temos um Hopi Hari, porque só existe ele com este nome. Lá para baixo você começa a ver negócios similares, como o Wet’n’Wild, mas é muito claro qual é uma marca e qual é a outra.

Um hortifruti que quer ser um hortifruti de esquina para sempre não precisa desse investimento em Naming. Mas se você se imagina no nível nacional em 5 anos, com franquia e tudo, não arrisque [veja este outro artigo sobre Quem deve fazer a sua marca]. Faça a sua marca com quem tem experiência e evite o desgaste futuro. Este barato pode realmente sair caro e te colocar numa saia justa.

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Quanto você deve investir na sua comunicação?

Sabemos o quando pode ser desafiador ser micro ou pequeno empreendedor, são muitas dúvidas e poucos recursos para contratar grandes profissionais!

É importante você saber quando pode economizar na criação de material de comunicação sem maiores consequências, então hoje eu resolvi falar para vocês qual o nível e tipo do profissional que você deve escolher para criar seus diferentes materiais de comunicação.

Os valores a investir dependem do seu orçamento, do momento da sua empresa e da sua ideia de crescimento, mas eu espero que te ajude a entender melhor como usar o seu suado dinheirinho na sua comunicação.

Iniciando pela criação do nome da sua empresa, isso pode parecer tarefa fácil, mas muitas pedras estão no seu caminho para se ter um nome original e registrável. É preciso fazer muitas pesquisas de disponibilidade e nunca se apegar ao nome inicialmente escolhido. Falei sobre isso e sobre as dificuldades de se registrar uma marca em outro artigo, aconselho a leitura. Amigos e familiares podem trazer boas ideias, assim como o designer que está fazendo a sua marca, mas um profissional de branding fará com que você reduza muuuuito o risco de ter que refazer tudo mais tarde. Se você pode investir no profissional certo e depois num escritório de registro de marcas, invista e garanta sua tranquilidade futura. São anos até você saber se a sua marca não foi indeferida pelo INPI!

Pelos motivos que eu falei neste outro artigo, para criar uma marca original o melhor profissional é um designer ou um arquiteto que tenha experiência com branding ou que tenha já um bom portfolio de marcas. Para criar o seu logotipo é importante que este designer tenha pelo menos uns 5 anos de experiência, quanto mais melhor. Não economize, a não ser que você não dê importância para a sua marca. Quem tem um pequeno negócio de bairro e NÃO pretende crescer, por exemplo, uma loja de material de construção ou um cabeleireiro de rua onde mal se vê o nome, pode ter uma marca com menos investimento. Mas se você pretende que a sua empresa tenha uma vida longa, é imprescindível investir alguns milhares de reais nela e também que ela já contenha um Sistema de identidade visual no seu Manual de uso da marca, não só um logotipo, para te guiar na aplicação dele. A entrega tem que conter a sua marca em cores, em PB e em 1 cor (tanto em vetor, para impressos, quanto em png, sem fundo, para os materiais digitais), além de materiais básicos, como assinatura de email e cartão de visita. Aconselho pedir sempre o Manual, não só o logotipo, mas isto tem um custo a mais, pois leva tempo.

Communitaria_tom-de-vozMelhor ainda que ter um manual de uso é ter um Guia de gestão da marca, que é um guia da linguagem verbal e visual a ser usada, que conterá o propósito e a personalidade de marca, seu slogan, os tipos de imagem e a tipografia, assim como o uso prático do sistema de identidade visual. Este guia serve para que a sua empresa possa contratar diferentes profissionais, sem perder a consistência no uso da marca. Mas este guia não é necessário para todos, ele serve para as empresas que terão como parceiras uma agência de marketing digital, outra de publicidade, outra de produto, ou então para as que têm um setor interno de marketing e design, para que o uso da marca não se perca com o tempo. Pequenos negócios onde o proprietário é muito presente em todas as áreas, costumam ter a personalidade deste, dispensando este investimento inicialmente (mas será importante no crescimento).

Para um projeto de branding, seu contratado para a criação da marca terá que ser alguém ou uma agência especializada em branding, não somente um designer com experiência, pois é um trabalho de estratégia de comunicação aliada à estratégia de negócios. Uma agência terá vários profissionais e custará mais caro do que um consultor em branding/designer, pois precisa manter a sua estrutura. Depende do seu orçamento. Eu costumo fazer sozinha a estratégia de comunicação, apoiando a construção da estratégia de negócios juntamente com o cliente, vendo quais são as suas possibilidades de modelo de negócios e quais as melhores estratégias de divulgação. Mas trabalho com pequenas empresas, que me dão a opção de trabalhar diretamente com o contratante. Recomendo agências para as empresas que têm um departamento de marketing específico e muitos funcionários, onde o trabalho será mais com os diretores e onde será necessário a implantação psicológica do trabalho na empresa. O melhor do projeto completo de branding é que a imagem será certamente mais bem trabalhada e você terá um projeto unificado, seja a marca, o site, a linguagem ou a estratégia de redes sociais.

Para criar o seu site (institucional ou e-commerce) você vai precisar de um designer e de um programador, pelo menos. Este designer tem que ser alguém capaz de definir as hierarquias das informações, a usabilidade do site, a adaptação no celular (responsividade). Você precisa de alguém com experiência na criação de sites, mas que tenha um trabalho estratégico, não só um “pedreiro” digital que vai fazer o que você pedir. A exceção seria no caso de você precisar somente de uma página, enquanto aguarda o site ficar pronto. Se esta página for temporária, por pouco tempo, você pode economizar no designer e até o programador poderia fazer as vezes de designer. Mas saiba que ela não será uma página de impacto. Se você quiser impacto, invista! Um redator publicitário e um revisor são bem-vindos para se ter textos interessantes e bem escritos.

Se você não conseguir investir no profissional ideal para fazer o seu site, existem alternativas mais limitadas, mas mais em conta. Existem templates (modelos editáveis) de sites gratuitos, onde você pode construir o seu site pessoal ou da sua empresa pagando uma taxa mensal baixa. Alguns templates são bonitos, porém, por serem gratuitos, não são exclusivos e outro site poderá parecer muito com o seu. É necessário um certo conhecimento de HTML para personalizar o que for possível, um designer pleno de bom gosto que saiba um mínimo de programação pode te ajudar. Mas se você quer se diferenciar do seu concorrente, não recomendo. Se você quer ter um site que tenha um bom SEO (otimização para aparecer melhor nas buscas do Google), não recomendo. Se você vai ter um site complexo, com muitos acessos, não recomendo. Se o seu site vai ter muitas imagens e textos, não recomendo, pois se você parar de pagar a mensalidade você perde os dados e não consegue transferir todos os arquivos para outro servidor (onde seu site mora). Se você quer parecer uma empresa grande, ou se pretende crescer muito rápido, não recomendo. Mas se for um site apenas informativo de um profissional liberal ou autônomo, ou um pequeno e-commerce de artesão, por exemplo, é possível utilizar os templates do WordPress.com (o.org é bem mais complexo), do Wix (este não é bem indexado no Google, caso você pretenda aparecer na primeira página de busca) ou do Shopify, entre outros.

Outra possibilidade é contratar um designer experiente com sites, que tenha conhecimento básico de programação, para montar o seu site nestes mesmos endereços (sem o programador), mas com um layout a partir do zero ou de uma (bem) melhor personalização do template (fontes, imagens e cores). Assim você consegue ter um site mais original e estratégico e mesmo assim reduzir os gastos, mas deixo claro que o melhor e mais confiável é realmente construir o site com um bom programador.

Se você é pequeno, tem um sistema de identidade visual bem montado e já tem uma estratégia de comunicação definida previamente, você pode investir menos na criação de folhetos, catálogosemail marketings e nas postagens das redes sociais, contratando um designer pleno. Mas é imprescindível que você, pequeno empreendedor, defina, acompanhe e tenha metas precisas para poder construir uma imagem crescente. Apesar de poder contratar um designer com menos experiência, é importante que ele e qualquer outro responsável pela comunicação entenda que sua empresa tem uma linguagem própria, tanto visual como verbal, e que ela tem que ser mantida para que a marca se fortaleça.

Uma agência de marketing digital pode ser muito útil para manter o ritmo das postagens nas redes sociais, mas só contrate se ela te oferecer também um planejamento estratégico de construção de imagem de marca e não somente x ou y postagens por semana. Isso você pode fazer com um designer independente, ou com alguém que trabalhe com conteúdo, se o texto for mais importante que a imagem, gastando muito menos. Uma agência é para se ter um redator, um designer e um planejamento, pelo menos, senão você está gastando a mais do que deveria.

Concordando ou discordando, me faça saber por email: gabriella@turbiani.com. Queremos saber a sua opinião!

 

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Devemos registrar a marca?

Sim e não.

O registro da marca no INPI é essencial para todos os comércios, produtos ou serviços que quiserem crescer e multiplicar, porque ele impede o uso indiscriminado do seu nome e do seu logotipo por negócios da mesma natureza que o seu.

Imagine você fazer o investimento na criação do seu nome e logotipo, depois fazer a aplicação dele na fachada da sua empresa, ou na embalagem do seu produto, no seu cartão de visita e de todos os funcionários, no seu site, nas sacolas ou nas camisetas: Jurassic Burguer – o Hambúrguer Gigantão.

Aí você cresce. Seu Hambúrguer Gigantão passa a ser um comércio franqueável e você percebe que nunca registrou a marca. Vai no INPI e faz o pedido sem a ajuda de alguém especializado: registra “Jurassic Burguer – o Hambúrguer Gigantão” e continua a crescer, porque seu hambúrguer é muito bom. Está felizão!

Dois anos depois, você recebe uma carta de oposição de um advogado dizendo que você não pode registrar nem usar este nome, porque seu cliente já é proprietário do nome “Jurassik Burger” há mais tempo que você e isso é proibido segundo o Art. 124 da Lei da Propriedade Industrial:

XIX. Reprodução ou imitação, no todo ou em parte, ainda que com acréscimo, de marca alheia registrada, para distinguir ou certificar produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível de causar confusão ou associação com marca alheia;

Você consulta um advogado e, sim, ele tem razão, você terá que mudar o seu nome e refazer e reaplicar a marca em todas as lojas da sua franquia – o quê, aliás, é um dos maiores motivos de indeferimento. Cataploft, certo?

Outra situação: você já pagou R$ 355 pelo pedido de registro e aguardou uns dois anos. Aí recebe uma carta do INPI dizendo que seu registro foi indeferido porque usou:

VII. Sinal ou expressão empregada apenas como meio de propaganda;

O que te obriga a recontratar o designer para arrumar o logo (e pagá-lo por isso), a pagar taxas extras do recurso no INPI, talvez tenha que contratar um advogado para isso e ainda terá que esperar mais tempo para conseguir o registro, que já te custará R$ 745,00!

Ou pior! Sem saber que poderia recorrer (afinal era só retirar o slogan do pedido) porque registrou a marca sem ajuda especializada, chega à conclusão de que vai ter que refazer o seu nome e refazer e reaplicar a marca em todas as lojas da sua franquia.

Como podem concluir, não só é necessário o registro feito da forma correta, como é necessário um nome e um logotipo original. Os prazos dos processos no INPI são longos e a cada recurso são muitos meses de espera. Para vocês terem uma ideia, depois da marca ter sido deferida, o que pode levar uns três anos, ainda existe a possibilidade de alguém entrar com um pedido de nulidade por 180 dias, caso perceba que algo no seu registro não está conforme a Lei de Propriedade Industrial.

Mas, se você quiser ser um comércio de rua para sempre, daqueles que informam mais o que fazem do que o nome e logo na fachada, você pode ficar tranquilo. Ninguém vai notar se você tiver que trocar tudo.

 

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Quem pode fazer a sua marca

Dentro da economia criativa existem vários profissionais competentes em suas áreas: o publicitário, o designer, o profissional de branding, o arquiteto, o artista visual e outros.

Venho aqui matar suas dúvidas e esclarecer qual profissional deve ser contratado para criação da sua marca, da marca que vai representar a sua empresa, que vai falar por você, antes mesmo que te conheçam ou que conheçam o seu produto ou serviço. Daquela que protagoniza a sua chegada, seja no seu website, na sua papelaria, no facebook da empresa e até num simples email marketing.

Sua marca chega antes de tudo
(menos da sua reputação, cuidado com ela!).

Com 17 anos de profissão, já me deparei com várias marcas criadas por outros profissionais e algumas escolhas foram bem preocupantes.

Algumas dicas para os iniciantes:

  1. A dica mais importante: uma marca tem que ser ORIGINAL, é um dos itens que definem a marca. De acordo com a American Marketing Association, a palavra marca é definida como um nome, sinal, símbolo, design ou um termo, ou um conjunto de todas essas palavras, com o intuito de diferenciar um produto ou serviço de um grupo de fornecedores. Se não for original, não é registrável;
  2. Uma marca tem que ser facilmente lida, pode ser subjetiva, desde que conte uma história e que seja memorável;
  3. piores-logosCuidado com as formas impróprias, a percepção muda de cultura para cultura e algumas são obviamente ofensivas. Uma marca considerada imprópria não é registrável;
  4. Tem que corresponder à área de atuação sendo compatível com o conceito;
  5. É essencial que seja aplicável, que os processos e custos sejam considerados na criação. Por exemplo uma marca que só pode ser usada a 4 cores, ou que possui uma coloração em Pantone, tem um custo maior de produção gráfica;
  6. Tem que poder reduzir o tamanho sem perder leitura ou qualidade. Imagine o tamanho mínimo viável antes de aprovar.;
  7. Deve ter mensagens que surgem com a observação, deve induzir à curiosidade. Nunca ser óbvia, pois alguém já pensou no óbvio e não será original;
  8. Nunca pegar uma imagem da internet, ela tem dono e ele vai vir atrás de você;
  9. Tem que poder ser utilizada em 1 cor (em geral só preta ou só branca), além do preto e branco, para que não se torne inviável em algum momento;
  10. Obrigatório receber uma versão digital e em vetor (para impressão), versão positivo e negativo (sobre fundos escuros), de cada modelo – 4 cores, 2 cores e 1 cor. NUNCA ter um logo só em jpg;
  11. Deve-se prever uma versão vertical e uma versão horizontal para que a marca possa ser adaptável;LogosMearim_RGB
  12. Uma marca tem que ser durável, portanto é muito importante entender aonde esta empresa quer chegar em pelo menos 5 anos e qual o propósito da sua existência.
  13. Uma boa marca é compacta, mesmo que o símbolo possa ser usado separado do nome.

 

O PROFISSIONAL
Afinal, qual profissional contratar ou não para a criação de marca?
Claro que em todas as profissões existem as exceções, mas fazer uma marca pede experiência, muitas referências, conhecimento em tipografia e pensamento compacto. 

 

PROFISSIONAL DE BRANDING – Este é o profissional ideal para você contratar para fazer mais do que um logotipo, ele vai fazer a sua marca completa. É um profissional que tem capacidade de te aconselhar sobre o nome de empresa, sobre o seu propósito, seu diferencial competitivo. Que te ajuda com ferramentas que vão te fazer repensar o seu modelo ou sua gestão de negócios. Ele pensará na sua marca com 360º de estratégia. Se ele tiver um background em design, como eu, ou em arquitetura, ele mesmo será capaz de desenvolver a sua marca. Caso contrário, ele saberá quem contratar.

 

DESIGNER JUNIOR – Só contrate designers experientes para fazer marcas. Designers recém formados ou com pouca experiência têm muitas outras áreas do design para criarem experiência: folders, catálogos, flyers, folhetos, email mkt etc. Mas criação de marca pede estratégia e muitas referências visuais. Imagine fazer a marca de uma futura franquia com alguém que nunca saiu da sua cidade, ou de uma empresa que pretende expandir para a Europa, quando este designer júnior mal saiu da casa dos pais. Eles podem fazer uma marca bonita, mas sem futuro, fora exceções. Você pode dar sorte, mas é preciso referências amplas para fazer uma marca durável e não óbvia.

 

DESIGNER EXPERIENTE – Um designer com mais de 4 ou 5 anos de profissão pode começar a fazer marcas, aconselho que estes comecem com marcas de eventos ou de programas empresariais internos, que são marcas temporárias. Quanto mais anos de profissão, mais experiência adquirida, mais referências de vida. Poucos designers experientes gostam de fazer logotipos, pois é um sofrimento transformar uma história num símbolo compacto, e com os anos de profissão tem-se mais consciência da importância deste trabalho.

 

Screenshot 2016-05-11 14.35.08PUBLICITÁRIO – O resultado visual da criação do publicitário é temporário, mesmo que a ideia central permaneça por muito tempo (Não é lá uma Brastemp). O publicitário é um profissional especializado em causar grande impacto com as suas ideias, com pouco tempo de exposição. O trabalho do publicitário não é detalhista, é de rápida leitura. Como o objetivo da marca é ser o mais duradouro possível, atravessando modismos e tendências, fora um ou outro profissional excepcional, aconselho esquecer a contratação de publicitários para marcas.Veja ao lado a diferença visual da marca da Copa do Mundo, feita por publicitários e a das Olimpíadas, feita pela Tátil. As fontes de ambas são “feitas à mão”, ambas têm gradientes e as cores do Brasil, mas as formas da marca da Copa são grosseiras, as mãos parecem mãos de sapo e o 2014 foi encaixado à força nesse emaranhado de mãos. A referência à Tarsila do Amaral se perde de tão mal feita. Já a marca das olimpíadas é uma bela referência à Matisse, com formas bem acabadas, com a possibilidade de ser usada em 3D, já que é um evento presencial.

 

piores-logos2ARTISTA VISUAL – O artista é um criador com o objetivo de expressar ideias próprias e subjetivas. Poucos artistas criam para vender um objeto, um projeto, uma empresa. O artista cria coleções baseadas nas suas experiências e visões da vida muito próprias. Não se dirige o trabalho de um artista da mesma forma que se dirige um designer. O artista, salvo exceções, não pensa nas utilizações e restrições do uso do logotipo. Vi um logo que precisava ser explicado cada vez, pois era um emaranhado de linhas sem sentido para todos os clientes dessa clínica de reabilitação. Não existia um trabalho de tipografia e o logo flutuava, pois não era compacto. Arte é arte e design é design.

 

ARQUITETO – Adoro os logotipos de arquitetos. No design eles fazem um ótimo trabalho com logos e editorial, provavelmente por causa da influência do modernismo. Assim como com os designers, aconselho anos de experiência antes de fazerem uma marca, pois assim como é feito com a arquitetura, é preciso pensar na construção deste projeto.

 

SITES DE CONCORRÊNCIA – Estou falando aqui de sites como o WeDoLogos, onde algum cliente coloca um briefing online e 200 designers concorrem pelo job, que vai pagar R$ 500. Por este valor, o designer não é experiente e não vai ter tempo de fazer uma pesquisa sobre o mercado. Além disso, ele vai utilizar bancos de imagens que possuem vetores que já são utilizados pelas agências ou logos que não foram aprovados por outros clientes, pois ganha-se por quantidade de trabalho, não pela qualidade. O logo pode funcionar para quem quer abrir um comércio de bairro, mas nunca para quem quer crescer e registrar sua marca no INPI, pois pode se deparar com algum processo por plágio ou pagar por ele sem conseguir registrá-lo. Fazer uma marca é fácil, fazer uma ótima marca original, nem tanto. Vejam abaixo.

Enfim, estamos falando de milhares de reais quando falamos da criação de marca. Quanto maior for a empresa, maior a responsabilidade do designer, maior o valor a pagar. Fuja das centenas, a não ser que você pretenda ser o cabelereiro da esquina para sempre. Invista na sua marca como ela merece.

E para concluir, uma marca forte depende muito mais da sua gestão, da sua eficácia, da sua resposta à crise, da razão da empresa existir, do que da sua identidade visual, mas é ela que abre as portas no início. Poucos são tão eficazes quanto o Google para poder pensar seriamente no seu logotipo só depois de dominarem o mundo!

 

Obrigada pela leitura e você pode me achar aqui no LinkedIn, ou aqui no Facebook. Estou preparando aulas online de Naming, Propósito e Identidade Visual, quem se interessar pode me mandar um email para gabriella@turbiani.com para entrar na minha lista de futuros alunos, que entro em contato quando tudo estiver pronto.

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Gabriella Turbiani é fundadora da Turbiani&Co, escritório de branding e design com foco em micro, pequenas e médias empresas. Foi formada em Design Gráfico na ESAG/Penninghen, em Paris, e em Branding, com um MBA da Rio Branco. Um tanto nômade, além de 10 anos em Paris, viveu também em Nova York e no Rio de Janeiro, mas hoje está instalada em São Paulo. Gosta muito mais do contato direto com o fundador da empresa do que com departamentos corporativos, pois a empresa é o reflexo da alma do seu dono.

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Quem é Gabriella Turbiani

Gabriella Turbiani

Meu nome é Gabriella Turbiani e sou designer há 20 anos.

Me formei em Design Gráfico na ESAG/Met de Penninghen & Jacques Dandon, em Paris, onde morei durante 10 anos. Nesta escola centenária, tivemos o aprendizado da arte sob a tutela de figuras eminentes internacionalmente em design gráfico e fotografia, como Roman Cieslewicz, Peter Knapp, Michel Bouvet Étienne Robial. 

Após a minha formação, voltei para São Paulo e trabalhei durante 10 meses na By Promotion, agência de marketing promocional e eventos, com grandes clientes como Souza Cruz, Gillette, Nivea e Procter & Gamble, quando uma oportunidade me levou a morar em Nova York, onde fiquei por mais 3 anos. Nesta cidade maravilhosa, trabalhei no Studio Mobile com os primórdios do Flash e da web. Fiz também alguns trabalhos de marca até que o 11/9 aconteceu. Com a tragédia, percebi que designers com muito mais experiência que eu estavam buscando emprego nos mesmos lugares que eu buscava. A cidade entrou em recessão.

Nesse momento voltei para o Brasil, desta vez para o Rio de Janeiro. Trabalhei durante 4 anos com Mariana Ochs, na maior parte do tempo com editorial e identidade visual. Fizemos o novo projeto visual de várias revistas nacionais e internacionais, entre elas destaco a Tatler para 9 cidades asiáticas, 3 delas traduzidas para o chinês, com a editora Edipresse na Suíça, a direção de arte em Hong Kong e a tradução por Bruno Porto e Billy Bacon em Shangai.

Revista Tatler asiática

Revista Tatler asiática

Revista Chemical &Engineering News

Revista Femina
Editora SenaiJornal suiço 20mn

Depois trabalhei na Copyright Rio, com as revistas de apoio às vendas da Oi, com o Oi Conhece, programa de formação interno da Oi e com o marketing direto do Médicos Sem Fronteiras. Também no Rio, trabalhei na agência Ana Laet, onde fui responsável pela comunicação do varejo para o BarraShopping e do New York City Center, novamente sob a direção de Mariana Ochs.

 

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De volta à São Paulo, em 2011, trabalhei com várias agências como autônoma. Em 2012 fiz a identidade visual para a Orquestra Sinfônica Brasileira como parceira da agência Boldº, projeto que foi ganhador da medalha de ouro no Prêmio Colunistas_Design Brasil. Desde então me formei num MBA de branding na Rio Branco e iniciei meus atendimentos diretamente com o cliente, transformando a minha forma de fazer e de ver o design.

 

 

Hoje o design é a conclusão do trabalho de estratégia e de gestão de marcas, não mais o início dele. Nessa nova etapa da minha vida, decidi em 2015 abrir oficialmente a Turbiani & Co :: Branding & Design. Me dedico a construir marcas duradouras, com alta possibilidade de registro no INPI e com planejamento de futuro para pequenas e médias empresas do Brasil todo.

Melhor designer que trabalhei na minha vida. Muito responsável, cuidadosa e com bom gosto. Posso dizer que confio de olhos de fechados. Gabi resolve tudo!  – Luiza Pape Fortes

 

Obrigada pela leitura e você pode me achar aqui no LinkedIn, ou aqui no Facebook. Quem se interessar pelas aulas pode me mandar um email para gabriella@turbiani.com para entrar na minha lista de futuros alunos, que entro em contato quando tudo estiver pronto.


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As dificuldades de se criar um nome para a sua empresa

Criar um bom nome é fácil, com um pouco de pesquisa e a ajuda dos amigos e familiares conseguimos achar facilmente uma dezena de nomes bacanas.

O que torna a criação do nome um assunto tão complexo que hoje se tornou uma disciplina, o Naming, é quando queremos ter uma marca durável e expansível. O problema é que atualmente milhares de empresas são abertas diariamente pelo mundo, o que não seria um problema se não estivéssemos num mundo totalmente globalizado e conectado. Em geral, criamos empresas para que façam sucesso, para que tenham muitos anos de vida, para que cresçam para o mundo, se possível, o que é um fator complicador.

Um nome durável tem que ser registrado no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), tem que ter o endereço do site disponível e, se a intenção for partir para o mundo, você vai precisar de um .com, que pode ser registrado de qualquer país do mundo. Imagine só a concorrência pelos endereços!

Sem registrar a sua marca, você corre o risco de ter o advogado de uma empresa homônima batendo à sua porta, depois de já ter investido na criação do logotipo e identidade visual, no material impresso, no material online, na divulgação etc. Imaginem com 5 anos de empresa ter que trocar tudo. Já vi acontecer algumas vezes!

Aproximadamente 20% das marcas apresentadas no INPI não são registráveis e 40% têm pouca possibilidade de registro. É essencial que você elimine ao máximo os fatores de risco para o seu registro.

E enviar a sua marca para o INPI não significa que ela está protegida automaticamente. Ela vai passar por exames, oposições, recursos. Para se ter uma ideia, um registro de marca sem nenhum problema pode levar de 18 a 24 meses em média para ser deferido. Só que 20% das marcas apresentadas não são registráveis e 40% têm pouca possibilidade de registro, isso significa que depois de passar meses investindo na sua empresa, pode ser que o seu registro seja indeferido.

Outro golpe auto desferido é decidir pelo nome sem fazer a previsão de crescimento. Usar um nome de referência local e resolver expandir para outras regiões, por exemplo. O Pet Center Marginal acabou de passar por uma situação dessas: foi criado com este nome para facilmente saberem de que estava na Marginal (via expressa em São Paulo), mas quando conheci a rede já estavam na avenida 23 de Maio e o nome me soou estranho. Mas, sendo paulista, não demorei muito para entender de onde vinha a palavra que não encaixava nada bem como nome. O problema é que resolveram expandir para outros estados, começando pelo Rio de Janeiro, e aí Marginal era ouvido com uma outra referência cultural. Hoje o nome é Petz e a marca ficou bem melhor, mas este gasto todo de rebranding poderia ter sido evitado.

Vou dar aqui algumas dicas para vocês não caírem numa roubada:

1. Antes de buscar um nome para a sua empresa reflita como você gostaria que ela estivesse dentro de 5 anos. Em outros estados ou países? Se tornar uma franquia é uma possibilidade? Você pretende trabalhar sempre com o mesmo produto, ou acredita que poderia abrir mais seu mercado?

2. Pesquise, pesquise, pesquise. Veja como seus concorrentes se chamam, veja quais são as referências no seu mercado, procure saber se o mercado que você quer entrar está saturado, se ainda tem demanda, etc.

3. Saiba qual é o propósito da sua empresa. O propósito é o que vai te diferenciar da concorrência e vai te ajudar a saber quem essa empresa é, qual o seu tom de voz, te ajudando assim na criação do nome. Se embrenhe no seu propósito, até se lambuzar, vai te ajudar enormemente. Propósito é tão importante que pede um outro artigo sobre ele!

4. Mesmo que o endereço do site esteja livre, não se lance de imediato (mas pode registrar no Registro.br, só custa R$ 30 e assim você reserva essa vaga). São necessários umas 30 horas de investimento e vários processos para se chegar em 5 nomes possíveis, que você ainda vai ter que checar a percepção do público alvo.

5. Pesquise o significado do nome em outras línguas, oralmente também. Já vi suco japonês se chamar Kagome, acha que eles vão entrar no nosso mercado?

6. Um nome de pronúncia ou escrita difícil pede mais publicidade, portanto mais investimento. Mesma coisa com nomes misteriosos, se a sua identidade visual também não falar sobre o seu mercado de atuação.

7. Se você tem pressa ou falta de tempo, invista num profissional de Naming. Não faça mal feito. É necessário dedicação de verdade!

8. Invista também num escritório especializado em registro de marca, eles farão a busca final no INPI com mais propriedade e farão o acompanhamento do processo. Imagine você passar por tudo isso e perder o timing de pagar as taxas, ou de recurso, perdendo o registro?

9. Nem sonhe em copiar uma marca do exterior! Ela vai te achar, além do que marcas já mundialmente conhecidas não são registráveis (são marcas de alto renome ou notoriamente reconhecidas). Nem nome, nem identidade visual, viu?

10. Meu último conselho é registrar a marca como marca mista (nome + logo e identidade visual), que é mais fácil de você ter o registro, por ser uma combinação de fatores, porém isso não impede que outros usem o mesmo nome, a não ser que você faça dois registros. Mas, para a maioria das empresas, é mais importante proteger a sua identidade visual, que identifica melhor a empresa para o público do que o nome sozinho.

O designer

O que me leva a falar com vocês sobre o designer que vocês vão contratar: cuidado, what you pay is what you get for! Um designer experiente não será barato, em compensação você terá um logo original. Quanto mais ele for envolvido com Branding, maior será a sua preocupação com a originalidade e legalidade da marca. Porque sabemos que algumas formas são senso comum (por exemplo um telhado para uma construtora, uma xícara fumegante para um café), mas a função de um bom designer é também saber onde pesquisar para evitar ao máximo qualquer coincidência. Se ele te cobrar centenas, fuja! Estamos falando de milhares aqui.

Fui designer por 13 anos antes de fazer um MBA em Branding, posso falar com experiência que desenhar marcas é um dos processos mais sofridos para a maioria dos designers. É necessário concentrar muitas informações num desenho original e não é trabalho para iniciante. Portanto, a não ser que você resolva passar o resto da vida com uma lojinha de bairro, ou refazer o investimento e sua imagem depois de um tempo, invista num profissional qualificado.

Mas isso é matéria suficiente para outro artigo…

 

Obrigada pela leitura e você pode me achar aqui no LinkedIn, ou aqui no Facebook. Estou preparando aulas online de Naming, Propósito e Identidade Visual, quem se interessar pode me mandar um email para gabriella@turbiani.com para entrar na minha lista de futuros alunos, que entro em contato quando tudo estiver pronto.

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Gabriella Turbiani é fundadora da Turbiani&Co, escritório de branding e design com foco em micro, pequenas e médias empresas. Foi formada em Design Gráfico na ESAG/Penninghen, em Paris, e em Branding, com um MBA da Rio Branco. Um tanto nômade, além de 10 anos em Paris, viveu também em Nova York e no Rio de Janeiro, mas hoje está instalada em São Paulo. Gosta muito mais do contato direto com o fundador da empresa do que com departamentos corporativos, pois a empresa é o reflexo da alma do seu dono.



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Cursos e palestras no forno.

Estamos preparando alguns cursos e palestras sobre a criação da marca para empreendedores e designers. Nosso objetivo é espalhar conhecimento sobre a construção de uma marca forte, do ponto de vista do branding e da comunicação visual.

Sabemos o quanto é difícil a criação do nome a marca, para começar do começo. Não daremos receitas milagre, é necessário muitas horas de trabalho e total envolvimento do empreendedor no projeto. Falaremos também do profissional a contratar, conforme seus objetivos, para que nunca mais pensem em publicitários ou artistas visuais para criarem um logotipo, por exemplo, ou do risco que você corre ao contratar designers através de sites de concorrência muito baratos.

Obrigada pela leitura e você pode me achar aqui no LinkedIn, ou aqui no Facebook. Quem se interessar pelas aulas pode me mandar um email para gabriella@turbiani.com para entrar na minha lista de futuros alunos, que entro em contato quando tudo estiver pronto.

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Gabriella Turbiani é fundadora da Turbiani&Co, escritório de branding e design com foco em micro, pequenas e médias empresas. Foi formada em Design Gráfico na ESAG/Penninghen, em Paris, e em Branding, com um MBA da Rio Branco. Um tanto nômade, além de 10 anos em Paris, viveu também em Nova York e no Rio de Janeiro, mas hoje está instalada em São Paulo. Gosta muito mais do contato direto com o fundador da empresa do que com departamentos corporativos, pois a empresa é o reflexo da alma do seu dono.

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